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A moda agora é ser colorido

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Depois dos "emos´ e seu monocromático preto, o que está em alta agora é ser colorido! E não é só ousar em uma única peça. O que a galera está fazendo é misturar cores fortes em quase todo o visual. Para esse pessoal, a mistura é sinônimo de muito estilo
Calças, camisetas acessórios e maquiagem, cada um de uma cor diferente, mas que combinem entre si. Difícil? É mesmo. Mas não para essa geração colorida.

Música sempre foi uma das maiores influências da moda e dessa vez não parece ser diferente. O crédito da chegada desse estilo colorido vai para bandas atuais, como as internacionais Cobra Starship, All Time Low, Forever the sickest kids, MGMT, além da nacional Cine, grande responsável por tornar esse estilo mais conhecido no Brasil.

Gabriela Tosolini, 15 anos, diz que também se inspira em cantoras como Katy Perry, Lilly Allen e a vocalista do The Ting Tings, Katie White. "Gosto bastante do jeito que elas se vestem, acho elas muuuuito estilosas", afirma. Assim como Gabi, o estudante Julio Kaczam, 15 anos, também considera as bandas que curte suas influências diretas na hora de se vestir. Ele afirma que os grupos que ouve sempre usam roupas diferentes e coloridas. "Andando pelas ruas, por exemplo, podemos identificar qual tipo de música a pessoa curte só de ver como ela se veste", observa.

Estilosos

Na contramão, Cristiana Sampaio, 15 anos, diz que as bandas que gosta não a influenciam, e sim a troca de informações com as amigas. Fã de Bring me the horizon, Escape the fate, A skylit drive e Cine, ela se define como alternativa. Além disso, diz que costuma tentar se parecer com uma boneca quando se veste.

Seu grande diferencial está no cabelo, pintado de rosa há dois anos. "Minha irmã que cuida do meu cabelo, tanto o corte como a cor. Nesse tempo também comecei a comprar roupas mais coloridas e a usá-las durante toda a semana. É como eu me sinto bem".

Já Gabriela aderiu à moda colorida no final de 2008, quando comprou uma calça roxa e não parou mais de investir em peças diferentes. Ela diz que, apesar de ter alguns amigos que também usam roupas bem coloridas, se destaca entre eles. "Nenhum têm calças meio ´malucas´ tipo as minhas", diverte-se.

A estudante admite que não é fácil encontrar peças nesse estilo em Fortaleza, por isso costuma comprar roupas na internet ou quando viaja. "Voltei de uma viagem internacional há pouco tempo e a grande maioria das minhas roupas eu comprei lá. Aqui em Fortaleza é difícil achar peças mais descoladas por um preço legal. As que eu acho, na maioria, são muito caras". Consciente, Gabi afirma que não tem coragem de gastar muito dinheiro em uma única peça, pois gosta de variar na hora de se vestir e prefere não repetir roupa. "Se você procurar bastante e tiver paciência, consegue achar umas coisas mais em conta", dá a dica.

Julio não sabe especificar uma data de quando começou a investir em roupas coloridas. Ele diz que sempre gostou de chamar atenção, de ser diferente da maioria. "Minha primeira peça colorida foi uma blusa azul com alguns desenhos. A partir daí, passei a comprar minhas próprias roupas, pois eu podia ver qual o estilo que se adequava ao meu", relembra.

Ele fala que seu grupo de amigos também tem um estilo parecido com o seu e que costumam pedir opinião entre si na hora de escolher uma roupa. Além disso, Julio conta com a ajuda da namorada. "Ela gosta do meu estilo e também curte roupas coloridas. Isso ajuda na hora que a gente vai sair, pois ela me dá opinião dela e eu dou a minha sobre a roupa que ela estiver usando".

Democrático

O grande barato dessa moda é a democratização geral das cores. Julio diz que dentro desse estilo não existe restrição de cor para o vestuário masculino. "Não existe preconceito com cores pra quem gosta dessa moda, o mais divertido mesmo é inovar".

Mesmo no colégio, onde a farda é obrigatória e, portanto, um ambiente bem menos democrático, esse pessoal consegue dar um jeitinho de alegrar o visual.

Cristiana diz que na sua escola todos adoraram a mudança no seu cabelo e que investe em acessórios na hora de ir a aula. "Uso lenços, cordões e pulseiras coloridas. Também uso piercings. Quanto mais piercings melhor. Se eu fosse mais corajosa, seria uma peneira de tão furada", brinca.

Julio investe em outros tipos de acessórios para compor com o uniforme. "No colégio, a gente pode se diferenciar dos outros com o estilo mais colorido. Ajuda muito quando você usa um tênis e uma bolsa diferentes", aconselha.

Para algumas meninas, é preciso um pouco mais de dedicação e tempo na hora de se produzir. Para ir além dos acessórios, Gabi investe na maquiagem. "Não tem como colorir muito um uniforme com camisa branca, calça azul e tênis preto e, como na maioria das vezes eu acordo atrasada, não tenho tempo de fazer muita coisa. Mas sempre que dá, tento usar uma maquiagem bem colorida", comenta.

Mas não é só para deixar o uniforme menos sem graça que essa galera usa os acessórios. A moda colorida não se limita só às calças e camisetas. Vale misturar tudo mesmo! Julio gosta de óculos, cordões e bonés. "Gosto dos de aba reta e, de preferência, coloridos também", afirma. Já Gabi é louca por bolsas e óculos escuros "Acho que tenho mais bolsas e óculos do que roupa. Acredito que eles fazem toda a diferença na produção".

Mesmo quando não quer sair com uma roupa muito colorida, ela abusa dos acessórios. "Se você colocar uma bolsa bem colorida, bem grande e um óculos fashion, você já fica pronta", ensina.

Eles se destacam
Chamar a atenção é inevitável. Mas isso não os assusta. Na verdade, esse é um dos atrativos do estilo. Inclusive na hora da paquera. Julio diz que as meninas curtem muito os caras coloridos. "A meninas adoram os integrantes da banda Cine, que usam roupas coloridas", explica. Ele aproveita a onda e usa as roupas como artifício para se destacar. "Quanto mais chamativa, melhor", exalta.

Já Gabi sofre um pouco com os comentários dos meninos. "Me zoam de Paramore e backing vocal do Cine por causa das minhas calças". Mas ela diz que não liga. "Alguns me zoam, alguns gostam, depende do menino, né? Mas eu acho que me destaco sim, não tem como não prestar atenção numa menina de calça de zebra rosa e azul", diverte-se.

Cris é mais radical. "Quando me criticam, eu critico em dobro", enfatiza.

A verdade é que essa moda colorida demonstra que a galera quer mesmo é se divertir. Gabi conclui: "Acho que me vestir assim expressa bom humor e descontração. Não consigo pensar em uma pessoa com o estilo bem colorido como alguém chato, entediante".

Banda Cine

Vencedores da categoria Revelação do Ano nos prêmios Multishow e Vídeo Music Brasil (MTV), os garotos da banda Cine chamam atenção não só pela música, mas por serem os grandes responsáveis por difundir a moda colorida no Brasil.

Calças de várias cores, camisetas estampadas e sneakers no pé são marcas registradas do grupo. DH, Pedro, Dan, Bruno e Dave dizem que seu estilo é inspirado nos anos 80, em grupos como Polegar, Dominó e A-Ha. Além disso, as bandas internacionais Blink 182, Forever the Sickest Kids e Cobra Starship também fazem parte das influências no estilo dos garotos.

Como tocam pop rock com uma pegada eletrônica, os caras dizem que o colorido condiz mais com o som que produzem, bastante dançante e animado. Dizem ainda que ninguém manda no figurino deles e que vestem o que têm vontade. Isso é que é estilo e atitude!


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Emo / Emocore

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Emo ou Emocore (abreviação do inglês emotional hardcore) é um gênero de música derivado do hardcore punk. O termo foi originalmente dado às bandas do cenário punk de Washington, DC que compunham num lirismo mais emotivo que o habitual.


Origem

Existem várias versões que tentam explicar a origem do termo "emo", como a que um fã teria gritado "You´re emo!" (Você é emo!) para uma banda (os mitos variam bastante quanto a banda em questão, sendo provavelmente o Embrace ou o Rites of Spring).
No entanto, a versão mais aceita como real é a de que o nome foi criado por publicações alternativas como o fanzine Maximum RocknRoll e a revista de Skate Thrasher para descrever a nova geração de bandas de "hardcore emocional" que aparecia no meio dos anos 80, encabeçada por bandas da gravadora Dischord de Washington DC, como as já citadas Embrace e Rites of Spring, além de Gray Matter, Dag Nasty e Fire Party.
Nesta época, outras bandas já estabelecidas de hardcore punk, como 7 Seconds, Government Issue e Scream também aderiram à esta onda inicial do chamado "emocore", diminuindo o andamento, escrevendo letras mais introspectivas e acrescentando influências do rock alternativo de então.
É importante lembrar que nenhuma destas bandas jamais aceitou ou se autodefiniu através deste rótulo. A palavra "Emo" é vista como uma piada ou algo pejorativo e artificial.
O gênero (ou pelo menos o clássico estilo de Washington, o DC sound) primeiramente explorado por bandas como FaithRites of Spring e Embrace tem suas raízes no punk rock.


Evolução

O próximo passo na evolução do gênero veio em 1982 e durou até 1993 com as bandas Indian Summer, Moss Icon, Policy of Three, Still Life e Navio Forge. A dinâmica calmo/gritado ("quiet/loud") frequentemente ouvida em bandas recentes tais como Saetia e Thursday tiveram suas raízes nestas bandas. No que diz respeito a voz, essas bandas intensificaram o estilo emocore. Muitas delas sempre fizeram uso de berros e gritos durante a apresentação, e motivo para muitos fãs de hardcore punk depreciarem os fãs de emo como "molengas"¹ ("wimps", "weaklings").
Assim como foi infundida uma nova intensidade para o emocore, o emotional hardcore levou essa intensidade a um nível extremo. A cena teve início entre 1991 e 1992 com as bandas Heroin, Portraits of Past e Antioch Arrow que tocavam um estilo caótico, com vocais abrasivos e passionais².
Após a supervalorização inicial da intensidade e da sonoridade caótica, o emotional hardcore sofreu um processo de "desacelaração". As bandas Sunny Day Real Estate e Mineral basearam seu estilo no Rites of Spring, outra banda do gênero emo.
Nota-se uma nova tendência emo em abandonar o punk rock distorcido em favor de calmos violões. Na cultura alternativa diz-se que alguém é ou está emo quando demonstra muita sensibilidade.

Chegada ao Brasil
No Brasil, o gênero se estabeleceu sob forte influência norte-americana em meados de 2003, na cidade de São Paulo, espalhando-se para outras capitais do Sul e do Sudeste, e influenciou também uma moda de adolescentes caracterizada não somente pela música, mas também pelo comportamento geralmente emotivo e tolerante, e também pelo visual, que consiste em geral em trajes pretos, trajes listrados, Mad Rats(sapatos parecidos com All-Stars), cabelos coloridos e franjas caídas sobre os olhos.
Existe também a categoria "Emo Fruits", que foi baseada numa moda do Japão, os conhecidos como J-Pops, de onde eles tiram referência de roupas e cabelos. São normalmente muito coloridos, usando várias estampas e cores fortes ao mesmo tempo.

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Visual Kei

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Visual kei (em japonês: ヴィジュアル系 visual kei/bijuaru kei, "linhagem visual" ou "estilo visual"), ou visual j-rock, é um movimento musical que surgiu no Japão na década de 1980.
Consiste na mistura de diversas vertentes musicais como rock, metal e, muitas vezes, uso de instrumentos relacionados à música clássica, tais como violino, violoncelo e piano. Uma das peculiaridades desse movimento é a ênfase na aparência de seus artistas, muitas vezes extravagante, outras vezes mais leve, mas quase sempre misturada com a androginia, e shows chamativos. No visual kei a música anda sempre ao lado da imagem e vice-versa.
Algumas bandas consideradas pioneiras do visual kei são, X JAPAN, D’ERLANGER, NIGHTMARE , DEAD END, BUCK-TICK, Kamaitachi e COLOR. O movimento teve seu auge em meados da década de 1990, quando bandas como BUCK-TICK, X JAPAN, LUNA SEA, Kuroyume, MALICE MIZER, SHAZNA e outras conquistaram o público e o mercado japonês. Mais tarde, durante os anos 2000, bandas como Nightmare,Moi dix Mois, D'espairsRay, BLOOD, Kagerou, Kagrra,, Onmyo-Za, e the GazettE iniciaram campanhas oficiais na Europa e em alguns países das Américas, lugares onde hoje em dia também já existe uma base sólida de fãs do movimento.
O visual kei sempre foi um movimento dinâmico e com o tempo foi ganhando variadas vertentes.
A música Visual Kei



Apesar de ser um termo a princípio referente à imagem das bandas, "visual kei" pode referir-se também à música das mesmas, uma vez que várias delas produzem ou produziram músicas de sonoridades que não se encaixam em outros rótulos existentes.
Algumas das sonoridades clássicas do visual kei teriam se caracterizado entre as décadas de 1980 e 1990, consolidando-se na última. Tais sonoridades teriam sofrido influências de estilos musicais como hard rock, punk rock, pós-punk, ska, etc e incluem características, entre outras, como:
  • Guitarra executando notas limpas (ou com um efeito de overdrive muito leve) com freqüência; Exemplos:
ArtistaMúsicaÁlbum/singleAno
Kuroyumeneo nudeMayoeri Yuritachi ~ Romance of Scarlet1994
La'MuleCurseCurse1999
Die In CriesMELODIESVISAGE1992
KagerouNawaHakkyou Sakadachi Onanist2001
  • Guitarra executando riff com notas mortas com freqüência; Exemplos:
ArtistaMúsicaÁlbum/singleAno
LaputaChemical ReactionJako1998
PIERROTEnemyPRIVATE ENEMY2000
Aliene Ma'riageTsumi to BatsuLe Soireé1999
BUCK-TICKSEXUALxxxxx!SEXUALxxxxx!1987
  • Linhas de baixo proeminentes, freqüentemente trabalhando com grooves e fraseados que conduzem a base da harmonia enquanto as guitarras preenchem a mesma e incrementam o ritmo da canção; Exemplos:
ArtistaMúsicaÁlbum/singleAno
LUNA SEADéjàvuIMAGE1992
D'ERLANGERDARLIN'BASILISK1990
Kagrra,Nue no Naku KoroNue2000
Janne Da ArcSakuraD.N.A2000
  • Alguns trabalhos que primam pela polifonia entre duas ou mais guitarras e um baixo, de modo que cada instrumentista evite apenas repetir a mesma linha de outro, buscando consideráveis variações rítmicas e/ou harmônicas; Exemplos:
ArtistaMúsicaÁlbum/singleAno
LUNA SEAROSIERMOTHER1994
Dir en greyYuramekiGAUZE1999
MALICE MIZERTsuioku no KakeraVoyage ~sans retour~1996
La'cryma ChristiBlueberry RainSculpture of Time1997
  • Em termos de ritmos de bateria, o visual kei utiliza diversos, de acordo com a necessidade de cada música, buscando referências em suas variadas influências. Exemplos de alguns ritmos mais comumente usados podem ser encontrados nas músicas supracitadas.
  • Outra característica notável são os tipos de melodias utilizadas. De fato, a música japonesa em geral parece trabalhar com melodias que normalmente diferem consideravelmente de padrões melódicos ocidentais. No j-rock (e, conseqüentemente, também no visual kei), essas melodias são marcadas por características como variação e alcance de notas consideravelmente distantes (por vezes, com mudanças súbitas) e emoções mais intensas ou que percorram caminhos notavelmente diferentes (mais melancólicos, por exemplo) do que os de melodias ocidentais; Exemplos:
ArtistaMúsicaÁlbum/singleAno
GLAYGloriousBEAT out!1996
L'Arc~en~CielBlurry EyesTierra1994
Kuroyumeautism -Jiheishou-Mayoeri Yuritachi ~ Romance of Scarlet1994
D'ERLANGERLA VIE EN ROSELA VIE EN ROSE1989
Obs.: Apesar de alguns dos exemplos supracitados serem músicas lançadas durante a década de 2000, ao ouvi-las, percebe-se claramente que as mesmas possuem elementos estabelecidos no meio visual kei durante as décadas de 1990 ou 1980.
Já existia uma boa variação de estilos entre as bandas visuais até a década de 2000. Após o início da mesma, tal variação cresceu ainda mais, buscando novas e ainda mais diversificadas fontes de inspiração. Entre diversos casos, pode-se citar o do grupo Kagrra, que combinou o rock do visual kei com música tradicional japonesa e deu origem ao que chama de "neo-japanesque"; o do Merry, que mistura em seus trabalhos elementos de jazz, punk e rock’n’roll tradicional; e o de Miyavi, que desenvolveu um estilo solo onde realiza diferentes funções ao mesmo tempo como cantar, tocar violão com técnicas pouco comuns na utilização do mesmo como slap e executar percussão em um gigpig e/ou no corpo do próprio violão. Adiante, Miyavi combinou este estilo a uma abordagem mais pop e hip hop, contando com o apoio de uma banda que inclui DJ, MC/beatboxer e sapateador, gerando o que ele nomeou como "neo vizualism".
Um caso que parece já ter servido de inspiração para diversas outras bandas é o do Dir en grey. Em 2002, o grupo começou a adicionar elementos do nu metal à sua música, característica que prevalece até hoje em seus trabalhos. Na mesma época, o MUCC começou a fazer uma mistura semelhante, porém com outra roupagem. No entanto, devido a semelhanças sonoras que abrangem, por exemplo, padrões de riffs e linhas vocais, é possível que tenha sido o Dir en grey o grupo inspirador de bandas como the GazettE, girugämesh, RENTRER EN SOI e Sadie (que inclui ex-roadies do Dir en grey).

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